Por onde andei…
🤠 Fui tragado por essa história dos pôsteres de filmes desenhados pelo artista argentino Boris Vallejo. São filmes norte-americanos da década de 1980 de baixíssimo orçamento do gênero espada e feitiçaria, que mostram homens explodindo em músculo e mulheres semi-nuas — que se relacionam com a ascensão do Schwarzenegger em Hollywood e a ditadura argentina.
🫨 Passei dias ouvindo esse álbum de música ambiente chamado Fantologia I, da gravadora chilena +ambién. São músicas eletrônicas fantasmagóricas de artistas da América Latina, todas trabalhadas no conceito de “assombrologia” do Mark Fisher. (Falei melhor no vídeo.)
😎 Também escutei o álbum instrumental Marzipan, do multi-instrumentista libanês Charif Megarbane. Foi lançado em 2023 pela gravadora Habibi Funk Records, especializada em música árabe do século 20. Esse é o primeiro disco de um artista contemporâneo que eles lançam, e é legal demais. A sobinfluência edições republicou uma resenha sensacional que faz uma leitura “assombrológica” do disco.
🤓 Fui agraciado com essas fotografias lindíssimas do Steve Gschmeissner, na revista Science. Ele faz fotos científicas usando microscópio eletrônico, e ganhou um prêmio com a imagem de uma célula do fígado cheia de gordura, lembrando o impacto do colesterol na nossa saúde:

🍄 Li na The Microdose sobre a história dessa música linda que tem como uma das autoras a floresta de Los Cedros, no Equador. Sim, uma floresta compositora. No país, desde 2008, a legislação já permite que a natureza tenha os mesmos direitos de proteção que as pessoas. Agora, os autores humanos da música — que foi gravada com sons da mata — querem que a floresta tenha os direitos criativos sob a obra.
🤓 Lancei na FLIP o ebook Cérebro visionário, a convite do querido Daniel Lameira, da Seiva, em uma mesa chiquérrima com os jornalistas Marcelo Leite e Anna Virginia Balloussier, da Folha, na casa Sete Selos. O livro é sobre psicodélicos & arte. Passa por uma pesquisa sobre como substâncias como LSD e cogumelos expandem (ou não) a nossa criatividade, além de falar do trabalho de artistas visionários e indígenas, como o Alex Gray e a Daiara Tukano. Acaba sendo também um ensaio com reflexões pessoais, incluindo a relação entre um quadrinho que pintei e o clássico A serpente cósmica. Amei escrever, espero que curtam ler também. É grátis, só baixar.

Posfácio
Depois da pandemia, desenvolvi uma fobia social que batizei carinhosamente de Lara Fabian (eu falei dela no PunkYoga #58: Mortífero nirvana, vol. II). Tava com receio de que ela pudesse dar as caras durante a FLIP, onde eu sabia que iria encontrar uma porrada de gente.
Mas ela não apareceu — não sem antes algum trabalho da minha parte, claro. E foi tão legal!
Encontrei e pude bater papo com ídolos da newslettosfera como a Vanessa Guedes, a Ana Rüsche, o Thiago Ambrósio Lage, encontrei o pessoal da Seiva, amigos queridos da faculdade e de antigos trabalhos, além de conhecer gente nova, ver um monte de mesa foda e LANÇAR UM LIVRO! (Tá, foi um singelo ebook, mas me deixa ser feliz.)
Me senti a própria Madonna. E eu amei a forma tranquila e sem sobressaltos que tudo aconteceu! Sei que essas questões mentais são cíclicas, mas quero deixar a Lara Fabian cada vez mais distante a ponto de, quem sabe, não mais reconhecê-la.
É isso, pessoal. Se alguma coisa que mostrei aqui fez sentido pra você, indica pra um amigo legal, é assim que essa escalafobética newslletter se mantém.
Se quiser trocar uma idea, me fazer uma indicação ou discutir assombrologia, eu vou adorar. É só me responder por e-mail, comentar aqui ou me achar lá no instagram.
Vai pela sombra e fica na paz de Bowie.
Com amor & anarquia,
Nathan









