Microdose de PunkYoga #27
Recomendações assanhadas sobre horror drag, sci-fi japonês e aceleracionismo neofascista
Coisas que eu te falaria se a gente estivesse tomando uma cervejinha...
🫨 dessa entrevista sensacional da Giselle Beiguelman, artista que trabalha com arte digital desde os anos 90, sobre “fantasmas algorítmicos” e os rumos da inteligência artificial
🤖 do curso de IA que eu tô fazendo com a Travahacker (que eu entrevistei na Voçoroca, a newsletter do VoteLGBT), no qual ela fala sobre colonialismo digital, sobre como a tecnologia nunca é neutra e como a gente pode se apropriar dela
🧐 de como a tecnologia por satélite está mudando tudo o que conhecemos sobre o passado da civilização maia
💅 desse reality show babilônico-faraônico-nababesco chamado Dragula, em que drag queens inspiradas pela estética do horror fazem de tudo para mostrar sua arte
🤓 dos livros de organização digital do Tiago Forte, que eu li depois de ver uma palestra na Seiva, na qual ele fala sobre como criar um segundo cérebro
😊 dessa entrevista com pesquisadores indígenas sobre o primeiro artigo científico com autores indígenas brasileiros publicado na revista Science
😢 do filme A Graça, do Sorrentino, que traz uma das cenas mais bonitas que eu já vi na vida, na qual a lágrima de um astronauta flutua enquanto ele chora em um ambiente sem gravidade
😮 da série japonesa Vapor humano (Netflix), baseada num filme sci-fi de 1960, em que um serial killer assume forma de fumaça e sai matando todo mundo em Tóquio
🙃 dessa treta homérica no reality De férias com o ex: Diretoria 2 (Paramount+), que eu gosto de assistir pra ver os dramas de casais héteros monogâmicos
🤓 da beleza que é o roteiro magnético de Eu sei que vou te amar, filme do Arnaldo Jabor, que deu o prêmio de melhor atriz para Fernanda Torres em Cannes, em 1986 (tem completo no YouTube)
😎 do porquê jovens das periferias de SP que, mesmo "sujeito a cacete", gostam de dar grau com suas motos, o famoso "randandandan"
🤯 de como o islamismo influenciou as religiões de matriz africana no Brasil, para além do som dos atabaques, dos patuás e da cabeça no chão como gesto de respeito
🫠 desse novo estudo que comprova a existência de um "tempo negativo” sobre o qual eu não entendi nada, mas que é legal pra xuxu!
🤓 desse artigo do Paul Preciado, que reflete sobre como essa sensação de que o tempo anda cada vez mais rápido (o aceleracionismo) faz parte de um projeto neofascista
Mais uma rodada…
🟢 dessa reflexão interessantíssima da Marina Roale (abas abertas da marina) explicando como mudamos o sentido da palavra "gosto” e como ela virou a palavra da moda nas rodinhas de tendências e comunicação:
🟢 desse artigo inspirador em que a Eva Uviedo explica como nasceu a série artística da Mulher Gigante:
🟢 da reportagem histórica do Mikal Gilmore para a Rolling Stone — que tá sendo republicada no Substack em várias partes — em que ele relata como foi acompanhar a morte do Timothy Leary, ícone da contracultura e da psicodelia estadunidense:
🟢 dessa lista feita pelo Keichi Maruyama com livros mais experimentais que “não se furtaram do risco de uma ousadia, uma variação de forma, ou de confiar ao leitor o trabalho de recepcionar uma construção mais intrincada":
🟢 desse conto do Andre de Leones que parte da imagem de um homem montado em um hipopótamo (?) para mostrar como a mente humana é fascinante:
Fecha a conta & passa a régua
5 coisas que pessoas não indígenas fazem e que soam estranhas para alguns indígenas, segundo o Genilson Jejoko, liderança jovem Guarani Mbya, participante de um projeto do qual faço parte em Ubatuba.
Pagar por água
Recusar comida por educação
Conversar durante o almoço
Fazer xixi e cocô na água, e não na terra
Falar mal de você dentro do seu território
Se quiser ouvir umas musiquinhas maneiras, vai lá na última edição da Rádio PunkYoga, na qual eu falei sobre ciganas DJs ultraestilosas, provérbios potiguaras e trilhas sonoras de pornôs tristes:
Rádio PunkYoga #4: Gipsy queens
Salve, salve, moçada animada do capitalismo tardio do terceiro mundo!
Saideira
Depois de quase um ano sem postar uma edição da Microdose, eis-me aqui de regresso… Não que eu tenha ficado parado. Nesse meio tempo, continuei publicando constantemente. Inclusive, tirei do papel a minha querida Rádio PunkYoga — que nasceu justamente da Microdose, quando percebi que deveria ter edições focadas em música.
Além disso, faço diariamente a curadoria de notícias da Aurora e do Índice, essas belezinhas da editora Seiva. Então, nem deu tanta saudade, mas confesso que senti falta de sugestões mais pessoais, desse papo íntimo entre amygas.
Enfim, dei uma repaginada aqui, limpei a casa, lustrei os móveis e espero que você goste destas recomendações assanhadas, afinal, não sou obrigado a guardar tudo isso comigo.
Sei que não preciso justificar ausência de newsletter que não tem periodicidade, mas, hey, eu só tô puxando assunto, cara. Me diz se curtiu?
E se você tiver alguma indicação legal, ou se quiser falar coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar, me responde aqui ou me acha lá no instagram.
Vai pela sombra e fica na paz de Bowie.
Com amor & anarquia,
Nathan













Eu amo De férias com o Ex e vi essa briga nesse final de semana, assistindo o episodio atrasada. Só eu acho Clebinho um fofo? Cairia super no papo dele. E todo ódio eu despejo naquele violento escroto do Dom.
Um beijoooo!!!
adoro esse formato 🫶
sobre pesquisas com auxílio do LiDAR sou obcecada por tudo que sai do Eduardo Góes Neves: https://piaui.uol.com.br/revista/214/o-arqueologo-eduardo-neves-esta-ajudando-a-reescrever-a-historia-da-amazonia/